quinta-feira, 21 de maio de 2009

Balls marketing?

Como se já não bastasse as diversas denominações de ações no mídia existentes, (guerrilha, buzz, emboscada, viral, etc.) que já causam uma boa confusão na mente dos próprios publicitårios, agora surgiu um novo termo para esse mar de variações sobre o mesmo tema, que visam, ao fim de tudo, chamar a atenção do consumidor para alguma coisa. Balls Marketing?!! What, in god`s name, is that?!

Aqui está o link para a ação que gerou este post. Em seguida seguem-se comentários sobre o novo modelo de ação criado, sobre a atividade publicitária ser baseada na confiança e até uma breve reflexão sobre a vida (publicitário se mete em tudo!).

Balls marketing nada mais é do que aquela ação que precisa de "balls" (culhões). Ou seja, uma ação que precisa de coragem tanto da agência que sugere e operacionaliza, quanto do cliente que aprova. Normalmente as ações envolvem risco de morte e/ou uma chance enorme de dar errado. E é nessa chance de dar errado, nesse risco de morte, que se baseia a chance de sucesso da ação.

Mas já não é assim em todas as áreas da propaganda e do marketing? Já não é assim na vida? A certeza de que algo vai dar certo nunca existe, até porque, se existisse, a vida seria um tanto sem graça. Está certo que aqui estamos falando em um caso extremo, um caso de morte. Mas se a comunicação planejada para uma empresa não funcionar, não morre toda a imprensa? Desde seus dirigentes até seus funcionários? Então não é tão diferente assim. Na verdade, a diferença existe porque aqui a morte seria evidente, trágica, presente. E no segundo caso, a morte aconteceria longe do grande público, e o que acontece longe de nós não é tão marcante assim.

Fato é, que muitas vezes quem estraga a publicidade é o cliente. Às vezes, o publicitário do alto de toda a sua experiência e de todo o seu conhecimento teórico, recomenda modos de se comunicar que são reprovados pelo cliente. Cliente esse que não sabe nada sobre nada de comunicação e que mesmo assim tem "culhões" para dar a sua opinião sobre o que ele desconhece. Dessa forma todo o conhecimento do publicitário vai por água a baixo e perde-se muito com o uso dessa prerrogativa. Com tudo isso quero dizer que o caso não é coragem, é confiança. O cliente precisa acreditar que o publicitário sabe o que está fazendo, ao invés de impor a sua vontade.

E é justamente na confiança que se baseia o balls marketing. Uma idéia para lá de extravagante de um publicitário que recebe a confiança total de seu cliente. Dessa forma o cliente reconhece as habilidades do profissional contratado para resolver seu problema de comunicação, assumindo que ele é de fato um profissional e não uma pessoa que tem idéias do nada, sem nenhuma sustentação.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Muito mais do que telefonia móvel

A Oi chegou no mercado como uma empresa de telefonia móvel, para ser mais uma entre tantas concorrentes. Porém, atualmente a empresa chegou a um novo patamar. A Oi evoluiu do mundo concorrido dos celulares para tornar-se uma empresa de entretenimento, atuando em todas as mídias digitais. Ela mantém canais de comunicação no rádio, na internet (como provedor de acesso), na telefonia fixa, na televisão e... ah! claro, na telefonia móvel!

Da forma como atua, a empresa pode considerar-se única, ninguém mais no mercado brasileiro tem tantas áreas simultâneas de atuação. Esse, inclusive, é um fator interessante. Durante um planejamento de marketing chega um momento em que devemos estabelecer qual vai ser o posicionamento da empresa. Ou seja, é nesse momento em que fica estabelecido com quem a empresa vai comunicar-se, que imagem ela quer passar aos seus clientes, qual é o seu mercado de atuação... A Oi optou por ser uma empresa moderna, com um visual despojado e, o mais importante, optou por não ser mais uma entre muitos. Ela criou um nicho de mercado para ela, o que é algo extremamente difícil de fazer.

Encontrar um espaço de atuação que esteja completamente vazio, onde não haja concorrentes diretos, requer uma compreensão muito grande do mercado. E a empresa conseguiu. Através de um bom planejamento e de muita pesquisa, ela ocupou um espaço que é só seu. E quando esse espaço é só seu e você não precisa dividí-lo com ninguém, você tem liberdade para funcionar da maneira que quiser! E de preferência, da maneira mais criativa possível.

E foi tudo isso que a Oi conseguiu fazer. E que continua fazendo. Não é apenas porque ela já atingiu um lugar confortável no mercado que ela pára com as suas pesquisas, com os seus trabalhos e com as suas inovações. A empresa é cada vez mais envolvente. Tanto quando produz concursos que incentivam a criatividade dos jovens, quanto, quando com sua sabedoria mercadológica, não cobra multa de portabilidade e mantém seus celulares desbloqueados.

Nós gaúchos, depois de tanto assistirmos as suas propagandas e não podermos desfrutar de suas vantagens, agora formamos filas para desbloquear nossos celulares em uma minivan no centro da nossa capital. Todos querem a Oi. E o seu slogan é mais verdadeiro do que nunca.

"Você fica na Oi porque gosta. Não porque é obrigado." E quem não quer estar na Oi?

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Viral (in)desejável

Depois do estrondoso sucesso de Exterminador do Futuro 2 e de uma sequência que, aparentemente apenas na minha opinão foi maravilhosa, Hollywood volta a apostar no quarto filme da série porém, sem o seu astro maior, Arnold Schwarzenegger. Para encarnar o "robô bonzinho" no lugar do governador da Califórnia, foi escolhido o último Batman, Christian Bale.
Acontece que Bale teve um surto de raiva com um dos participantes da produção, que de alguma forma atrapalhou a sua atuação durante a filmagem de uma cena. O ator irrompeu em uma série de desaforos para o assistente, com direito a gritos e palavrões. E num golpe de muito azar e/ou sorte, dependendo do ponto de vista, esse surto foi gravado em áudio e espalhado pela internet.
Assim, Bale tem a sua imagem manchada por uma reação momentânea, que o expõe como um sujeito rude e com uma certa dose de estrelismo na cabeça, mas, no entanto, o filme que por não ter Schwarzenegger como protagonista, já não dispõe de tanto crédito, acaba ganhando uma divulgação viral, por conta da cena de raiva do ator. O áudio disponível na internet, gerou uma série de vídeos no youtube, cada um, da sua maneira, brincando com o fato.
Além disso, com uma publicação que terá certamente menos impacto (o povo gosta é de escândalo mesmo), a Sony investiu em um jogo on-line, que funciona a partir do browser, não necessitando de download ou de instalação. No jogo o usuário pode escolher entre ser bandido ou mocinho, e sair brincando de exterminador; sem o stress de ter que comprar, baixar ou instalar um programa. Esse modo de jogar se encaixa perfeitamente em um momento em que cada vez mais as pessoas estão ligadas a programas que funcionam exclusivamente on-line e que não necessitam "entrar" no computador. Essa tendência têm os mais diversos motivos, como ocupar o HD da máquina, por exemplo, no fim das contas, o jogo deve acabar sendo apenas um passatempo, não justificando assim, que ele se torne uma perturbação dentro do computador.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Red Bull Paper Wings

Mais um exemplo de ação que efetivamente gera a participação das pessoas de livre e espontânea vontade. Nesse caso é mais do que isso, pois o trabalho desenvolvido pela Red Bull não exige grandes investimentos em mídia. A notícia do evento se espalha no boca-a-boca e as pessoas aparecem para participar. A partir dessa reunião gera-se conteúdo para sites como o YouTube, por exemplo.

Nesse caso a marca desenvolveu um campeonato munda de aviões de papel, ou seja, uma coisa que qualquer pessoa pode fazer em questão de segundos, e isso, com certeza, aumenta muito o número de participantes. Veja o vídeo do campeonato, abaixo:



Dessa forma a imagem da marca se propaga naturalmente cada vez mais, e pela própria mão dos participantes, que têm muito mais credibilidade do que a própria mídia de massa. A Red Bull deixa de gastar fortunas com anúncios de TV e consegue uma relação bem mais íntima com os seus consumidores atuais e potenciais.

quinta-feira, 19 de março de 2009

T-Mobile coloca as pessoas na roda!

Case do viral feito pela T-Mobile através do vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=VQ3d3KigPQM

A T-Mobile executou recentemente uma ação no metrô de Liverpool onde colocou mais 300 pessoas a dançar no meio da estação. Essa ação foi gravada e transformou-se em um viral.

O interresante é ver como as pessoas participam dessas coisas. No meio de uma vida atribulada e do tão comentado, stress do mundo moderno, mesmo correndo para cumprir seus compromissos todos os traseuntes pararam para filmar ou fotografar, enquanto outros inclusive, ligavam para os amigos para contar o que estava acontecendo. Esse era o principal mote da campanha, que assina com "Life's for sharing", no sentido de que a T-Mobile proporciona o "sharing da sua life".

A empresa realizou então, uma ação para provar que de fato ela cumpre o seu slogan e o ajuda a se comunicar e a compartilhar os momentos da sua vida. E se você disser que não quer compartilhar sua vida, ela PROVA que você gosta de fazê-lo, por mais que diga que não, mostrando as imagens das pessoas passando adiante a situação inusitada que estava acontecendo com ela naquela instante.

Com mais de 8 milhões de visualização desde a metade de janeiro de 2009 o vídeo é interessante pelo seu ineditismo, por conseguir reunir tanta gente, treiná-los, conseguir a liberação de um local público e executar a dança de forma tão envolvente. É uma ação bem ousada, mas como poderia não dar certo? Afinal as pessoas gostam de compartilhar os momentos da sua vida.